A todos os que não me conhecem, têm aqui a minha história:
Depois de mais de um ano de jogo, candidato-me pela primeira vez ao Congresso de Portugal.
Faço-o com uma visão simples:
Venho para acrescentar, não para destruir.
Venho para melhorar, não para deitar abaixo.
Acredito que Portugal pode fazer mais e melhor, e que diferentes visões podem coexistir e, acima de tudo, complementar-se.
Comigo, o passado é passado. Ficou para trás.
As minhas sugestões e críticas começam, portanto, com este segundo mandato do atual Presidente.
A comunicação tem sido, no mínimo, deficiente.
Portugal tem hoje muitos jogadores novos, e para muitos deles os anúncios oficiais são uma das poucas formas de perceber o que está a acontecer no país.
Por isso, acredito que pequenos resumos semanais seriam um excelente complemento.
Não precisam de ser longos. Bastaria explicar o que aconteceu durante a semana, quais são os objetivos atuais e o que se espera dos jogadores.
Nem todos estão no Discord. E mesmo entre os que estão, nem todos acompanham constantemente os canais políticos.
Se queremos uma comunidade mais participativa, temos primeiro de garantir que a informação chega às pessoas.
A reorganização do Discord é, na minha opinião, mais do que necessária.
Seria importante que cada Ministro tivesse o seu próprio espaço e pudesse delegar parte dessa comunicação em pessoas da sua confiança.
Precisamos de uma estrutura mais organizada, onde seja fácil perceber quem é responsável por quê, ter mais segregação de temas e conversas, cai muita coisa no # Geral hoje em dia.
Os anúnicos do jogo são também importantes ou os artigos que são pinned para dar resumos sobre o estado do país.
Estavamos, por exemplo, a mudar de aliança.
Quantos jogadores em Portugal sabiam disso?
Este é precisamente o tipo de informação que deveria chegar de forma clara a toda a comunidade.
A tão prometida reorganização das Unidades Militares é mais do que urgente.
Ontem já seria tarde.
E não é apenas uma questão de organização.
Com os próximos updates, os custos associados às MU vão aumentar significativamente. Isso torna ainda mais importante evitar a dispersão dos jogadores por demasiadas unidades.
Menos MU, mais jogadores concentrados e melhor organização.
Uma estrutura mais concentrada poderá permitir reduzir custos, aproveitar melhor os jogadores ativos e tornar a organização militar muito mais eficiente.
Outro ponto que considero importante é a organização do dano.
Devemos ser capazes de coordenar melhor onde e quando o dano dos jogadores portugueses é aplicado, em vez de termos jogadores dispersos por diferentes frentes sem uma estratégia comum.
Portugal precisa de uma estrutura militar preparada para os novos custos e para os novos desafios.
Para quando avançamos finalmente com esta reorganização?
A economia está diretamente ligada a tudo isto.
Se os custos das MU vão aumentar, temos de procurar poupanças onde for possível.
Um dos pontos que considero importante é a redução dos custos diplomáticos do Estado.
Portugal não deveria depender constantemente de doações dos seus cidadãos para conseguir suportar as despesas do país.
As doações são importantes e agradeço profundamente a quem contribui, mas não podem ser a solução estrutural para manter o Estado a funcionar.
Um Governo eficiente deve procurar primeiro gastar melhor os recursos que já tem.
Menos despesas desnecessárias significa maior capacidade para investir onde realmente importa: militarmente, economicamente e na capacidade de Portugal se afirmar no mapa.
Na diplomacia, há também uma questão que merece ser discutida: a nossa relação com Espanha.
Pessoalmente, não sou favorável à atual aliança com Espanha.
Dito isto, também não sou dogmático.
O novo update vai tornar as alianças com países próximos mais interessantes e poderá alterar significativamente a lógica diplomática atual.
Por isso, considero que devemos avaliar a situação com base nos novos mecanismos do jogo e, sobretudo, naquilo que for melhor para Portugal.
Não devemos manter uma aliança simplesmente porque sempre existiu.
Mas também não devemos abandoná-la simplesmente por uma questão de princípio.
A diplomacia deve servir os interesses de Portugal.
A atual cor de Portugal tem um contexto meramente situacional e, na minha opinião, não representa aquilo que deveria ser a nossa identidade.
Portugal deveria ter uma cor própria e reconhecível.
Entre o verde e o azul. Sempre.
Não por uma questão de estratégia momentânea, mas por identidade e consistência.
Portugal deve ser reconhecido imediatamente no mapa.
Se for eleito e merecer o vosso voto, serão estes alguns dos temas pelos quais irei lutar.
Também posso afirmar, desde já, que não serei um obstáculo gratuito ao Governo.
O meu partido, o MVP, apoiou o atual Presidente e, naturalmente, partirei desse princípio de cooperação.
Mas não confundam cooperação com apoio incondicional.
O meu apoio será ao bom trabalho, não a pessoas.
Se o atual Presidente e o seu Governo fizerem um bom trabalho, terão o meu apoio.
Se se desleixarem, cá estarei para dar sugestões, levantar questões e criticar aquilo que entender que deve ser criticado.
Não pretendo ser um Congresso de oposição permanente.
Também não pretendo ser um Congresso de aprovação automática.
Quero ser um Congresso participativo, informado e responsável.
Podem contar comigo para uma participação ativa.
Tentarei fazer o meu melhor para manter a comunidade informada e, acima de tudo, não terei qualquer problema em explicar publicamente todos os meus votos.
Porque representar Portugal no Congresso deve significar representar os jogadores.
Termino relembrando a descrição do meu partido, que continua a refletir aquilo que penso que deve ser o meu mandato:
“Por um Portugal democrático e pluralista onde a política é de todos e para todos.
Por um Governo transparente e comunicativo, com um Congresso semiaberto e decisor.
Por um Portugal com os pés assentes na terra, que projete o poder da potência que é.”
É esse Portugal que quero ajudar a construir.
Se concordam, conto com o vosso voto. 🇵🇹