Fui preso e, desde então, a minha vida mudou por completo. Agora vivo na clandestinidade, escondido do mundo e sempre com o receio de que alguém descubra onde estou. Cada ruído parece uma ameaça, cada desconhecido pode ser alguém à minha procura. A liberdade, que abril fez parecer garantida, tornou-se distante. Vivemos entre o medo e a esperança, mas enquanto nos silenciam a voz, as nossas gaitas e bombos continuarão a soar à liberdade.