
Distorção na cabeça do Ephraim deve-se ao pintor responsável, o mesmo já foi bonificado, amei.
Entrevistador: Giroka
Entrevistado: Ephraim
Data: 01/05/2026
Nos últimos dias, parei para ler com atenção não apenas o artigo de candidatura do Ephraim, mas também as reações que ele gerou, tanto de apoiadores quanto, principalmente, de opositores.
Algumas críticas me chamaram atenção: excesso de confronto, falta de objetividade nas propostas e dúvidas quanto à viabilidade do que foi apresentado. Ao mesmo tempo, há pontos no discurso dele que são, no mínimo, interessantes, especialmente no que diz respeito à tentativa de reposicionar o Brasil no cenário internacional e à ideia de priorizar o desenvolvimento interno no longo prazo.
Diante disso, decidi fazer o mais simples: levar essas questões diretamente a ele.
Abaixo, estão algumas das respostas, e também alguns pontos que considero importantes destacar ao longo da leitura.
Giroka:
Seu artigo apresenta uma postura majoritariamente crítica em relação ao governo vigente. É possível resumir, de forma objetiva, quais seriam as três ações concretas implementadas no primeiro dia de mandato?
Ephraim:
Bom, a mais importante delas seria a conclusão de um acordo entre o Brasil e os seus inimigos atuais para pacificar o território e reunificar o core.A segunda ação seria a direção de uma nova política internacional baseada na soberania nacional e também no pacifismo.
A terceira, mais importante de todas, seria a reconstrução militar e econômica dos nossos jogadores, para podermos despontar como nação chave nos futuros conflitos.
Giroka:
Aqui há um ponto importante: diferente do que alguns comentários sugerem, existem sim direções claras, paz imediata, mudança de política externa e foco em reconstrução. A questão que fica é menos “o que fazer” e mais “como fazer”, principalmente no primeiro ponto, que depende diretamente de negociação com múltiplos atores.
Giroka:
Você acredita que um discurso centrado no confronto une ou divide ainda mais a comunidade?
Ephraim:
Acredito que discursos cada um tem o seu, mas pode se ter pontos de convergência em que mutuamente nos entendemos. Por exemplo, claro que caso for eleito, não irei ignorar a opinião das UMs brasileiras e levarei em conta tudo que for dito.
Giroka:
A resposta indica uma tentativa de moderação pós-eleição. Ainda assim, fica uma dúvida relevante: até que ponto o tom adotado durante a campanha impacta a governabilidade depois?
Giroka:
Se você for eleito, como pretende governar com pessoas que criticou tão severamente?
Ephraim:
Iremos proporcionar ampla participação à comunidade por meio de plebiscitos e, em questões mais sensíveis, votos entre as lideranças das UMs e partidos.
Giroka:
Aqui surge uma proposta interessante: governança participativa. Porém, também levanta um desafio clássico, consultas ampliam legitimidade, mas podem reduzir agilidade em momentos críticos.
Giroka:
Como o senhor responde à acusação de que sua candidatura está mais voltada aos interesses de um grupo específico (a MAFIA e seus aliados) do que aos interesses do Brasil?
Ephraim:
A Mafia está fazendo isso exatamente pelo Brasil. Não ganhamos nada tendo essa dor de cabeça toda de tentar um acordo pelo core. Então não sei como é possível acharem que estamos nos beneficiando com isso.
Giroka:
A resposta rebate diretamente a acusação, mas não elimina completamente a percepção, que, como vimos nos comentários, ainda existe. Esse provavelmente continuará sendo um dos principais pontos de desgaste da candidatura.
Giroka:
Qual será a sua postura em relação à Venezuela: manutenção da aliança, afastamento estratégico ou ruptura?
Ephraim:
Os venezuelanos são um povo forte, que com certeza devem ser reconhecidos pela sua grandeza, mas, não é o momento do Brasil se voltar a guerras contra nossos vizinhos, independente de quem seja.
Giroka:
Caso a Venezuela esteja envolvida em decisões controversas ou impopulares, você priorizaria a lealdade diplomática ou o interesse da comunidade brasileira?
Ephraim:
O interesse nacional estará sempre acima de tudo.
Giroka:
Aqui há um posicionamento claro: pragmatismo. Relações existem, mas não são incondicionais. Isso pode facilitar negociações, mas também gerar atritos com aliados.
Giroka:
Você consideraria uma reaproximação com a Argentina ou considera essa medida inviável politicamente?
Ephraim:
Sim, inclusive é o nosso intuito. Não apenas com Argentina mas com todos os povos latinos. Precisamos estar em boas relações com os vizinhos, caso contrário, não teremos paz.
Giroka:
Caso houvesse oportunidade de vantagens por meio da diplomacia com a Argentina, você abriria mão das alianças atuais?
Ephraim:
O contexto de alianças será devidamente avaliado no momento oportuno, mas nossa ideia é não tomar partido no atual conflito global, e trabalhar politicamente para ser uma potência regional, inclusive talvez com a criação de um novo bloco.
Giroka:
Esse talvez seja um dos pontos mais ambiciosos da proposta: reposicionar o Brasil como eixo regional independente. A viabilidade disso depende menos de intenção e mais da abertura real dos outros países.
Giroka:
Você defende um Brasil neutro. Na prática, como sobreviver sem o suporte de um bloco forte?
Ephraim:
Seremos neutros ao conflito atual, mas não seremos neutros a tudo. Essa é a questão. Ainda teremos aliados e inimigos, mas eles serão baseados estritamente com base em nossos interesses e capacidades.
Giroka:
A proposta aqui não é isolamento, mas seletividade. Ainda assim, neutralidade em cenários globais costuma ter custo, e isso não aparece totalmente resolvido no discurso.
Giroka:
Você afirma priorizar o desenvolvimento dos jogadores em vez da guerra. Como evitar que o Brasil perca relevância nesse período?
Ephraim:
O Brasil não irá perder relevância porque estaria se fortalecendo. Estaríamos preparados para qualquer conflito ainda que estivéssemos em estado de paz.
Giroka:
Esse é um argumento estratégico clássico: crescer primeiro, disputar depois. Funciona, desde que haja tempo e estabilidade suficientes para isso.
A entrevista ajuda a esclarecer algumas posições importantes do candidato, principalmente em relação à política externa e à proposta de reconstrução interna.
Ao mesmo tempo, ela não encerra o debate, pelo contrário, abre novas perguntas:
A paz que ele propõe é viável no cenário atual?
A neutralidade é sustentável sem perder relevância?
A governança participativa funcionaria em momentos de crise?
No fim, mais do que respostas definitivas, o que fica é um convite:
continuem questionando.
