O Trauma do Tagine: O Último Voo do CR7

Relentless4 de junho de 2026entertainment

A nação acorda em sobressalto. O suor frio não é apenas da ansiedade febril pelo arranque do Mundial ou pela "última dança" do nosso eterno Capitão. A verdadeira razão do nosso pânico coletivo é muito mais bizarra e ironicamente trágica.

Nós, que passámos os últimos quatro anos em terapia intensiva para esquecer aquela fatídica tarde no Qatar, sofremos a derradeira rasteira do destino. Acordámos e fomos pacificamente ocupados por Marrocos. Os mesmos que nos mandaram para casa em 2022 decidiram simplesmente... mudar-se para a nossa.

A confusão nas ruas é total:

Vais à pastelaria na Amadora pedir uma bica e o Sr. Vítor, vestido com uma djellaba impecável, serve-te um chá de menta a ferver. Despeja o bule a um metro de altura com a precisão de um sniper e cobra-te a conta em dirhams.

No IC19, o trânsito da manhã já não é um toque entre dois Ibizas. O caos instalou-se porque uma caravana de camelos decidiu pastar pacificamente na berma de Queluz.

Quem tenta ir comprar tremoços e minis para os dias de jogo, dá por si a regatear cuscuz e tapeçarias no mercado de Carcavelos, que agora se assemelha a um autêntico souk de Marraquexe.

Mas o pior de tudo é o devastador impacto psicológico na nossa Seleção. Como é que o Roberto Martínez pode desenhar a tática em paz se o Castelo de São Jorge agora exibe uma gigantesca estrela verde?

O trauma é constante. O Bernardo Silva já admitiu que, sempre que sente o cheiro a tagine de borrego vindo da cantina, tem flashbacks do En-Nesyri a saltar três metros de altura.

Estamos reféns de um pesadelo temperado com açafrão.

Resta-nos vestir a camisola das Quinas, agarrar no copinho de tinto ou o que resta da nossa super bock e rezar. Talvez, se o CR7 levantar finalmente a taça, os nossos novos vizinhos percebam que a vingança está servida, façam as malas e nos devolvam os pastéis de bacalhau.

Até lá... Inshallah e Força Portugal!

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