

Bom dia, boa tarde ou boa noite, seja lá que horas você está lendo isso. Fiquei uns bons dias sem aparecer por aqui, mas hoje acordei com uma vontade fora do comum de escrever, então cá estou, aproveitando o tempo vago pra escrever um pouco e passar a hora.
Espero que goste.

Na última semana acompanhamos o pico da polarização com o novo round de eleições presidenciais. Os nomes na mesa foram o Ephraim, da Máfia, e o Krois, do Prona.
E já de cara a eleição ganhou tempero. O jogador Caio, do CMB, publicou um artigo que gerou bastante discussão. No texto, ele denuncia um padrão de comportamento que chama de paranoia por parte de alguns veteranos do WarEra, traçando inclusive um histórico dividido em fases: os precedentes dessa paranoia, o que ele chama de "Baby Boom Esperançoso", que seria o momento em que novatos chegaram ao jogo com expectativas reais de participação, e a histeria final, que teria sido a resposta desproporcional desses veteranos diante da presença e crescimento dos novatos.
Caio conta que chegou a ter relevância no início do jogo, liderando europeus no early game e participando de projetos na comunidade brasileira. Mas afirma que esse espaço foi se fechando progressivamente, no momento em que deixou de ser útil ao grupo estabelecido. Segundo ele, a perseguição que sofre tem raízes em outro jogo e se arrasta até hoje, dentro do WarEra.
Ele também critica o jogador NMikulski, que publicou um artigo defendendo a união da comunidade, mas que, na visão de Caio, estava sendo manipulado pelos próprios veteranos para atacar os novatos, inclusive o citando no texto sem ter o contexto completo do que estava acontecendo nos bastidores. Para reforçar suas acusações, Caio menciona que possui arquivos em formato HTML e JSON com registros dos bastidores, além de partes de vídeo documentando os episódios, e que está disponibilizando esse material apenas para brasileiros que entrarem em contato diretamente com ele.
A conclusão do artigo é um apelo direto: vote no Ephraim. Não como um voto de entusiasmo, mas como um voto de protesto consciente. A ideia é evitar que o Krois, visto por ele como uma extensão direta desse círculo de veteranos, assuma a presidência e perpetue essa dinâmica. Nas palavras dele, se o esforço coletivo de perseguir jogadores dentro de um jogo de mapa nunca valer a pena, já terá valido a pena votar.

Apesar de toda a gritaria, barraco e bateção de panela, no fim não houve nada de novo no horizonte. O voto de protesto não foi suficiente dessa vez. Krois saiu vencedor com 90 votos, representando 54,55% do total, contra 53 votos de Ephraim, que ficou com 32,15%. Total de eleitores 165.

Nas eleições parlamentares, a nota de corte foi de seis votos, resultando em dezesseis parlamentares eleitos.

Se vou comentar sobre os últimos acontecimentos relevantes, preciso falar também sobre o artigo de denúncia do jogador RGame. E aqui a coisa se divide em duas partes.
A primeira denúncia do RGame contra o Massola envolve o que ele descreve como exploração direta de jogadores novatos. Segundo o RGame, há mais de três semanas membros do Partido Revolucionário Brasileiro vinham percebendo que o Massola entrava em contato com novatos oferecendo vagas de emprego, sempre com o discurso de que estaria "ajudando o Brasil" e que o salário seria bom, chegando até a criar um artigo para divulgar a suposta vaga. O que ele não mencionava nesses contatos é que se tratava do menor salário possível dentro do jogo, aproveitando a falta de experiência dos novatos para colocá-los em situação de subemprego, beneficiando a si próprio às custas de seus próprios compatriotas e aliados.
O RGame inclusive usa o exemplo do jogador Ruy Barbosa II como contraponto, citando-o como alguém que emprega novatos com salários máximos, reforçando o argumento de que a prática do Massola não é uma necessidade do jogo, mas uma escolha deliberada de exploração.
Vale lembrar que o próprio RGame chegou a me contatar há um tempo sugerindo que eu escrevesse sobre isso. Infelizmente estava sem tempo, mas antes tarde do que nunca.
A segunda denúncia é mais seria. Após expor o esquema de salários abusivos, o RGame voltou com uma nova acusação: o Massola estaria envolvido em um esquema de contas fantasmas, rachadinha e espionagem dentro do próprio PRB.
Segundo o RGame, dois usuários que trabalham em empresas do Massola e integram sua Unidade Militar seriam, na verdade, contas controladas pelo próprio jogador. Inicialmente essas contas teriam sido usadas para comprar itens superfaturados da conta principal dele, gerando vantagem artificial no jogo. Após sofrer sanções por essa prática, o esquema teria mudado de função: as contas passaram a direcionar todos os recursos arrecadados para doações e evolução da UM, sustentando o crescimento da unidade de forma irregular.
Além disso, uma dessas contas teria se infiltrado dentro do PRB com o objetivo de coletar informações privadas do partido, caracterizando espionagem direta.
O RGame encerra o artigo com uma pergunta direcionada aos membros dos Arcanjos, que seguem defendendo o Massola mesmo diante de todas essas acusações: vale a pena vencer a qualquer custo, passando por cima da moral e das regras do jogo?
Agradeço a leitura.