Aqui me encontro sentado na margem, observando com triste atenção o lindo rio cujo nome hoje em dia bem poderia ser Al-Tejo.
Porém não aceito.
Por entre o rio e o assobio do vento oiço, suave e carinhosa, a voz de uma ou talvez duas musas, tais estas as que inspiraram grandes nomes e sobrenomes e épicos dos mais famosos escritores e guerreiros Lusitanos. Só espero eu não encontrar o mesmo fim.
Que estas então me inspirem, a mim e a todos os Portugueses, que estes enfrentem denovo a história que á tanto fora por muitos esquecida, que por mais ainda fora desprezada e que por nós nos dias de hoje será repetida.
Perante tal desespero, tal invasão muçulmana, fantoches de outras nações sombrías, sería mais fácil desanimar e deixar de lutar.
Porém não aceito.
Estes não aceitam.
Não aceitamos.
Por entre as brumas da memória lembrem, a força de um país pequeno cuja glória fora grande! O espírito indomável da fera lusitana! Descendentes do infame deus Luso e donos dos mares! Monstros e feras nos temem, Adamastores em terra firme! A HORA CHEGARÁ PARA REESCREVER A HISTÓRIA.
Firmes na maré,
com os olhos no horizonte,
jazem os homens de hoje,
a sua paciência chega em breve,
ao limite que o inimigo teme.
Firmes na maré,
com os olhos fechados,
Riem-se confiantes,
Riem-se os cravos.
Bop.